terça-feira, 19 de junho de 2018

Roteiro de 5 dias em San Andres - Colômbia

San Andres é a maior das ilhas que formam parte do Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina. 

Com uma área total de 26 km², San Andres integra o território da Colômbia desde o ano de 2012. Mas nem sempre foi assim. Antes dessa data, a ilha pertencia a Nicarágua, que até hoje reclama pelo seu domínio.

Foi por lá que encontramos o mar com o maior número de tons de azul que já vimos, e foi esse fenômeno que fez com que a Ilha de San Andres conquistasse o título de 'mar de siete colores'.


Estivemos na Ilha no mês de abril de 2018, durante uma casadinha de roteiro entre Cartagena de Indias e San Andres. Ao todo foram 10 dias de viagem e este Roteiro de 5 dias em San Andres é apenas uma parte do nosso roteiro na Colômbia. Para saber mais sobre a Colômbia e todo o nosso roteiro, acesse a Tag Colômbia na barra direita do site.

Roteiro de 5 dias na Ilha de San Andres:



Depois de passarmos 5 dias em Cartagena, seguimos de avião até a Ilha de San Andres, em busca de sombra e água fresca. 

Deixamos para vocês o nosso roteiro completo de 05 dias na ilha de San Andres, com dicas de passeios, deslocamentos, transportes, alimentação e valores. Se você quer saber como economizar em San Andres, prepara o print, porque está tudo mastigadinho neste post.


Dia 01 | Spratt Bight


Chegamos em San Andres voando Wingo por volta das 14 horas. 

Assim que desembarcamos, pegamos um táxi até o Centro, onde ficamos hospedados. 
Como estávamos hospedados bem no centro da Ilha, deixamos as malas e saímos caminhando para almoçar no Restaurante Miss Célia.

Após o almoço, fizemos um reconhecimento do território, nos informamos sobre os passeios, andamos por algumas lojas, e terminamos nosso dia em Spratt Bight, a praia localizada na Avenida Peatonal, a zona central da Ilha.

À noite saímos para comer e conhecer o Beer Station.

Dia 02 | Rocky Cay + San Luis + Spratt Bight


Pegamos um ônibus na esquina da Avenida Peatonal em direção à San Luis (2.600 COP) e descemos em Rocky Cay. Guardamos nossos pertences num locker (7.000 COP) e atravessamos caminhando pela água até Rocky Cay. 


É indispensável o uso de sapatilhas de neoprene ou papetes para fazer esse passeio.


Conhecemos a Ilha e retornamos para curtir um pouco de praia em San Luis.

Na hora do almoço pegamos o ônibus (2.600 COP) em frente à Rocky Cay até o Restaurante Donde Francesca. Almoçamos por lá e pretendíamos curtir a praia em frente ao restaurante, mas como o mar estava com muitas algas, desistimos. Uma pena, porque já vimos fotos lindíssimas da praia em frente ao restaurante. Enfim, demos azar e retornamos de ônibus para o Centro. 


Descansamos um pouco e passamos o fim da tarde em Spratt Bight.

À noite fomos dar um passeio pelas lojas do Centro (Avenida Peatonal), e paramos para comer uma pizza no La Pizzeta Florio. 


Dia 03 | Acuário + Haynes Cay + Mantarrayas + Spratt Bight


Acordamos bem cedo e fomos caminhando pela Av. Peatonal em busca do passeio ao Acuario. Já tínhamos lido muito a respeito desse passeio ser muito cheio, então resolvemos que iríamos o quanto antes para chegar ao Acuário antes das multidões. Ledo engano. 

Compramos o passeio numa agência da Av. Peatonal chamada Oásis. Nossa escolha se baseou no preço. Milhares de vendedores irão te abordar pelo caminho. De lá seguimos caminhando até o Porto, onde ficamos esperando para embarcar. 

Os passeios ficam aguardando um certo número de turistas para partir. Então, de nada adiantou termos acordado mais cedo para isso, e também de nada adianta você escolher a agência do passeio. Eles remanejam os turistas para completar os barcos. Isso quer dizer que você pode comprar o passeio por uma agência, e ir com outra.

A travessia de barco até o Acuário foi tranquila, em barcos com coletes salva vidas para todos os turistas. No desembarque no Acuário foram colocadas escadas para descermos do barco. 

Guardamos nossas coisas em um locker e atravessamos de roupa de banho para Haynes Cay apenas com o celular e a gopro. 


Haynes Cay é uma pequena ilha colada ao Acuário, cuja travessia é realizada caminhando pelo mar, que é bem rasinho nesse trecho. A Ilha tem coqueiros e um jardim gramado. 

É imprescindível levar aquela capa de celular a prova d’água. Com ela nós pudemos tirar fotos e ainda guardar algum dinheiro para bebidas e lanches.

Conhecemos Haynes Cay e voltamos para curtir o Acuário, que é a atração mais linda da Ilha de San Andres, com toda certeza.


Tanto no Acuário, como em Haynes Cay havia a opção de almoço, mas nós preferimos não almoçar por lá. 

Aproximadamente 14:00 horas o guia chamou todos que seguiriam para o ‘Tour Mantarrayas’, e nós pegamos o barco até um banco de areia no mar. A descida do barco era pulando direto na água, sem as escadas que mencionei acima. 

O descritivo do passeio apresentava esse passeio diferente de como ele ocorreu. Na hora da venda nos foi explicado que poderíamos segurar as arraias e tirar foto, mas na hora do passeio, somente o guia segurou a arraia, e uma multidão se aglomerou para fotografar a arraia nas mãos do guia. 

A parada para o ‘Tour Mantarrayas’ não durou sequer 15 minutos, e o retorno dos turistas ao barco foi um caos sem as escadas. Descer do barco no mar é uma coisa, basta pular na água. Mas para subir, aí são outros quinhentos... Marcelo desceu e eu preferi olhar tudo dali do barco mesmo. Foi a melhor coisa que fiz! 

Não gosto desse tipo de atração com animais. Os animais ficam tentando se soltar, e acho uma crueldade aquele mundo de gente estressando os animais para poder se divertir. As fotos que fiz mesmo de cima do barco dizem mais do que meu relato.


Depois da caótica subida no barco de todas aquelas pessoas, seguimos para os manglares. Demos uma voltinha de menos de 5 minutos por um “braço” do manguezal e seguimos até o Porto, local onde o passeio foi finalizado.

O passeio teve o custo de 30.000 COP. O custo inicial era de 50.000 COP para esse Tour Vip, mas como Jonhy Cay estava fechada naquele dia, conseguimos um desconto. Na realidade,vimos esse Tour Vip entre 40.000 e 50.000 COP, mas percebemos que os preços em San Andres são de acordo com a cara do freguês. Então tem que pechinchar mesmo. 

Voltamos do passeio famintos ( lembra que eu contei aí em cima que preferimos não comer por lá?) e fizemos um ‘almojanta’ no Beer Station. Tudo o que comemos por lá era delicioso, a vibe do restaurante é boa, e a vista... ah! Essa é de suspirar...



Dia 04 | Johnny Cay + La Piscinita 


Como Johnny Cay estava fechada ontem, resolvemos fazer o tour de um dia inteiro para a Ilha, que fica localizada bem em frente à Spratt Bight, mas que não pode ser acessada caminhando, como fizemos até Rocky Cay. Para Johnny Cay é necessário ir de barco.

Compramos o passeio para Johnny Cay na Av. Peatonal, com um desses vendedores que ficam nos abordando enquanto andamos na rua. Depois que descobrimos como eram organizados os passeios, o critério de escolha foi o preço. 

Pagamos 15.000 COP por pessoa no passeio de um dia inteiro para a Ilha. Aguardamos por uns 10 minutos apenas e o guia nos acompanhou da Av. Peatonal até o Porto, e por incrível que pareça, o passeio comprado na rua foi mais organizado do que o que compramos na agência no dia anterior. 

Havia a opção somente Johnny Cay, que foi a nossa; ou Johnny Cay + Acuário. 

O trajeto do Porto a Johnny Cay foi com muita emoção, e o barco balançou e pulou, e parecia que ia virar, e molhou muito. Um horror! A parte boa é que todos os passageiros tinham coletes salva vidas. Rá!

O desembarque em Johnny Cay foi direto na água, sem escadas. 


A Ilha possui uma estrutura de restaurantes, banheiros, lockers, e seria uma excelente opção para passar o dia, caso não estivesse tão cheia. 

O crescimento desordenado do turismo de San Andres ofusca o brilho do lugar. O que era pra ser um verdadeiro oásis, se transformou numa sucursal do inferno, e ninguém consegue aproveitar aquele pedacinho do paraíso, tamanha a superlotação. 

Demos a volta na Ilha caminhando, e escolhemos um ponto para tomar banho de mar. 

Em Johnny Cay a praia é de areia, então dá pra se virar sem a sapatilha. Em Johnny Cay também não vimos a necessidade de alugar lockers, deixamos nossas coisas na areia e ficamos de olho enquanto estávamos no mar.

Uma parte da Ilha é de pedras, onde se formam piscinas naturais, e a outra de praia de areia. O mar é muito, mas muito bonito mesmo!

Como a Ilha de Johnny Cay estava superlotada, preferimos não passar o dia inteiro por lá, e retornamos na hora do almoço.

Do Porto, passamos direto no Beer Station para um petisco, deixamos algumas coisas no hotel e seguimos de ônibus (2.600 COP) para La Piscinita.

La Piscinita é uma parte do mar cercada por rochas, com aproximadamente 5 metros de profundidade, e uma água límpida repleta de peixinhos, onde foi colocada uma escada e um trampolim. 

Se assemelha muito a West View, mas como tínhamos pouco tempo na Ilha, escolhemos conhecer somente La Piscinita, pela fama de ser um pouco mais vazia e tranquila.

Em La Piscinita é cobrada uma entrada de 4.000 COP, e vc tem opção de alugar colete para ficar na água, pois o mar por ali é fundo. Passamos a tarde relaxando por lá, e retornamos de ônibus de volta para o Centro.

À noite fomos jantar no Marguerita & Carbonara, bem em frente à praia de Spratt Bight.


Dia 05 | Aeroporto e Retorno ao Brasil


Acordamos mais tarde e fomos tomar o café da manhã no Cafe Juan Valdéz. Retornamos ao hotel e seguimos de táxi até o aeroporto.


A maior parte dos nossos deslocamentos na Ilha foram feitos caminhando, pois ficamos hospedados no Centro. Os que fizemos de maneira diferente estão mencionados no post.

➤ Os valores mencionados no post fazem referência ao mês de abril/18.

➤Tínhamos programado o passeio de volta a Ilha no carrinho de golfe, mas não fizemos por conta das algas que estavam no mar no período de nossa visita. Não é comum o mar estar com algas em San Andres, mas demos azar. Dizem que o passeio de volta a Ilha apreciando cada praia é sensacional, mas como não poderíamos ver aquela belezura toda em virtude das algas, preferimos abrir mão desse passeio, e conhecer os lugares que não teriam algas e poderíamos aproveitar melhor as praias.